Entrevista: Mylla Martiniano

Vencedora do Challenge #001 com a fic "Anos Perdidos".
AAF: Você já havia participado de alguma challenge antes? Ganhou? Se essa foi a primeira, o que achou da experiência? Pretende continuar participando de mais?
Mylla: Foi a primeira vez sim! Nossa, incrível! Quando vi o resultado quase tive um treco! Não estava acreditando no que lia. Meu pai veio até o meu quarto para saber o que estava acontecendo de tanto que eu gritava, pulava e ria. Por pouco não mandei pro site, não conseguia colocar um final (é, sou horrível para finais mesmo!) e nem pensar num nome, até que aos 43 do segundo tempo veio o nome Anos Perdidos, era tão óbvio! E sim, pretendo participar de outras!

AAF: Anos Perdidos foi baseada em quê, ou em quem? Você teve uma motivação maior para escrevê-la? Qual foi?
Mylla: Eu participo do tópico de debates de fics na comunidade e vi sobre o challenge. Li as regras e, quando acabei, a short já estava toda na minha cabeça. E como eu já escrevo uma outra fic com sentimento maternal forte, não foi tão difícil. Mas a inspiração sobre o problema da separação em si veio do filme O som do coração (ou August Rush, em inglês) com o Robin Williams. É lindo, vale muito a pena ver!

AAF: Havia a intenção de ser transmitida alguma mensagem ao decorrer da história? Qual? Ou você deixou isso para a imaginação do leitor?
Mylla: Não pensei em nada específico, até porque nem todo mundo vai ver a história como eu, autora. O fato era mostrar amor entre mãe e filha. Todo mundo diz que é o maior e mais forte amor do mundo, né? Ambas tiveram sua segunda chance para consertar as coisas, sem nem ao menos terem culpa do que aconteceu. A mãe para finalmente reencontrou a filha, e a filha entendeu o que levou sua mãe a "abandoná-la", que na verdade não foi bem isso que aconteceu.

AAF: A sua fanfic, no início, faz parecer que girará em torno do gênero romance bem fofo, bem meloso, algo digno de uma fic de dias das mães, por que decidiu colocar um drama (que também é algo relacionado à um amor maternal) e como pensou em toda a situação da mãe com a filha?
Mylla: A filha tinha apoio da famíla adotiva e do marido. Tentei passar um pouco de amor entre eles, e depois me focar a situação dela com a mãe. Imagina você conhecer sua mãe depois de tanto tempo? Coloquei a filha como ansiosa e receosa com o encontro, porque era assim que eu me imaginava. Não foi uma tarefa fácil, mas ela enfrentou para descobrir a verdade.

AAF: O fato de que você coloca uma personagem numa situação em que ela é tanto a filha, quanto a mãe, chama a atenção, mesmo você destacando a seriedade da história dela com a mãe dela. Essa era a intenção? Ou você também queria deixar claro de que ela era importante na imagem de mãe?
Mylla: Ela como grávida, entendeu o lado da mãe. Não que a gravidez a tenha feito perdoar, isso já havia acontecido anos atrás. Ela só queria saber a verdade, entender o que tinha acontecido. A gravidez só ajudou a aumentar essa curiosidade e a ver as coisas por outro ângulo. O ângulo de mãe.

AAF: A Cah (Pardine), da nossa equipe, gostaria de saber de você por quem em suas fanfictions você usa sempre o nome de Rachel, e não o seu próprio nome?
Mylla: Wow, minha beta linda e fofa! Eu sempre gostei desse nome. Soa tão lindo e forte aos meus ouvidos e quando comecei a escrever era estranho colocar o meu, não sei explicar direito o motivo, mas era muuuito estranho mesmo, talvez por vergonha da beta por saber que ela teria que ler e ver meu nome lá, achava meio idiota... Agora já é diferente, Another Life, a fic que escrevo sozinha, ainda coloco o nome Rachel, mas na short coloquei o meu próprio nome, já acostumei.

AAF: Gostaria de saber o que você tá achando dessa experiência. Qual foi a reação das leitoras em relação a sua fiction? Recebeu comentários, algo legal sobre ela? Conte sua experiência por ter vencido a nossa challenge.
Mylla: Foi uma experiência ótima! É divertido quando você já tem tudo esquematizado na sua cabeça, as coisas fluem naturalmente e o melhor de tudo foi saber que vocês gostaram. Pra ser sincera não me passou pela cabeça que eu tinha chances de ganhar. Não mesmo! É claro que foi ótimo ver meu pequeno trabalho sendo reconhecido e ainda mais por ver comentários lindos me dando os parabéns, dizendo que eu merecia. Não tenho nenhuma palavra que possa definir o que eu senti na hora. Poderia dizer que fiquei extremamente feliz, mas não chega nem perto.

AAF: Para finalizar, gostaria que você desse algum recado para as escritoras que têm medos de se arriscarem em challenges por algum motivo.
Mylla: Tá com ideia na cabeça? As cenas, falas, lugares, rondam a sua mente? Então por que não colocar em prática? Eu não estaria aqui se não tivesse me arriscado! Todo mundo pode ganhar, basta escrever. E se não acontecer dessa vez, tenta na próxima e vai tentando, tentando. As coisas não acontecem de repente. Não sintam medo, não há motivos para isso. Todo mundo merece sentir a mesma sensação que eu tive.

Publicada em: 23 de Maio de 2010
Entrevista por: Bee

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